HOMILIA DOMINICAL – PADRE PAULO RICARDO – 30.08.2020

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“Deus não permita tal coisas, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” As palavras com que São Pedro reagiu ao primeiro anúncio da Paixão não são muito diferentes do modo como acolhemos, tantas vezes, os sofrimentos desta vida. E, no entanto, “se alguém quer me seguir”, diz Nosso Senhor, “renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Quem tem aversão à cruz é Satanás; a nós o que cabe é abraçar as dores inerentes a essa condição e transformá-las num hino de amor a Deus.

HOMILIA DIÁRIA – PADRE PAULO RICARDO – 28.08.2020

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Depois do Apóstolo Paulo, Santo Agostinho é talvez um dos maiores e mais importantes Doutores da Igreja. Não só por seus escritos, que mudaram o rumo da teologia, mas também por seu testemunho de vida e conversão, o bispo de Hipona é, sem dúvida, prova inconteste de que a busca sincera da verdade, de um lado, e o reconhecimento de que só em Deus podemos aquietar o nosso coração e descobrir quem realmente somos, de outro, levam o homem de boa vontade a encontrar a Cristo e a graça que Ele jamais nega aos que o procuram retamente.

Memória de São Pio X – Homilia Diária – Padre Paulo Ricardo – 21.08.2020

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Foi precisamente a experiência como pároco e pastor de almas que levou Giuseppe Sarto, eleito papa em 1903, a combater vigorosamente o modernismo, esta síntese de todas as heresias que, pervertendo o sentido profundo da doutrina cristã, pôs em risco a fé e a salvação eterna de inúmeras almas.

Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 21 de agosto, recorramos juntos ao patrocínio de São Pio X e peçamos a Deus que envie à sua Igreja pastores dispostos a tudo para preservar intacta a pureza do Evangelho.

Homilia Dominical – Padre Paulo Ricardo – 02.08.2020

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Muito se fala hoje sobre o amor, mas, ao mesmo tempo, muito pouco se reflete sobre a sua verdade. Nesta homilia dominical, a partir do exemplo de Jesus Cristo, cuja compaixão para com os homens o leva a multiplicar os pães para matar-lhes a fome, Pe. Paulo Ricardo explica como, mais do que meros afetos, Deus tem para conosco um amor efetivo, que quer e opera a nossa salvação. Mas quais são as qualidades desse amor, e como podemos imitá-lo?

Homilia Dominical31 Jul 2020

As quatro notas do verdadeiro amor

Mais do que meros afetos, Deus tem para conosco um amor efetivo, que quer e opera a nossa salvação. Conheça nesta pregação, a partir do exemplo de Nosso Senhor, as quatro qualidades necessárias para que também o nosso amor seja eficaz.

Evangelize, compartilhando.

Texto do episódio

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Evangelho de São Mateus segundo Nosso Senhor Jesus Cristo
(Mt 14, 13–21)

Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”.

Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”. Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Jesus disse: “Trazei-os aqui”.

Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Meditação. — 1. O Evangelho deste domingo nos apresenta o famoso episódio da “multiplicação dos pães”. Das três versões que os Sinóticos narram sobre esse milagre de Jesus, a de São Mateus é, segundo S. Tomás, exatamente a mesma de São João. E isso significa que, ao realizar tal prodígio no meio dos homens, Nosso Senhor estava a poucos dias da celebração da Páscoa e, consequentemente, a um ano da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Em razão disso, temos a oportunidade de meditar, neste domingo, sobre o significado do amor de Cristo, do qual, como nos adverte a segunda leitura, “nem a morte, nem a vida” é capaz de nos separar (Rm 8, 38).

O amor de Deus é um amor, antes de tudo, efetivo, porque realiza uma ação para o bem do amado, e, como tal, possui quatro características básicas: 1.º, ele é extático; 2.º, ele é unitivo; 3.º, ele é dedicado; e, 4.º, ele é elevante. Vejamos, afinal, o que significa cada uma dessas coisas. 

Extático tem a ver com “estar fora de si”, em “êxtase”. Alguém que ama precisa estar “fora de si” para voltar-se à necessidade do amado, como uma mãe que, mesmo estando cansada, corre para socorrer seu bebê. De modo mais sublime, Deus “saiu de si”, por assim dizer, e encarnou-se para vir ao encontro do gênero humano. Para recordar a famosa expressão de Santo Irineu de Lião, que aparece no Catecismo, “o Verbo de Deus habitou no homem e fez-se Filho do Homem, para acostumar o homem a apreender Deus e Deus a habitar no homem, segundo o beneplácito do Pai” (n. 53). 

O amor de Deus também é unitivo, pois Ele quer unir-se a nós. No Evangelho de São Lucas, vimos com que desejo ardente — desiderio desideravi (22, 15) — Jesus esperava pela Ceia Pascal com seus discípulos. Ali, naquele momento, Nosso Senhor buscava a mais perfeita das uniões, que é a concórdia, isto é, a união dos corações. Em linguagem filosófica, devemos dizer que é quando duas ou mais pessoas estão vinculadas umas às outras pelo intelecto e pela vontade, ou seja, elas buscam as mesmas coisas e rejeitam as mesmas coisas (idem velle, idem nolle). 

2. Num mundo tão carnal, é comum a crença de que a união mais profunda que pode existir entre os seres humanos é a sexual. Todavia, esse tipo de relação logo cai no tédio, o que explica a facilidade com que muitos casais se desfazem e buscam outros parceiros. Mas, se possuem boa disposição, os casais unidos por um objetivo mais elevado, como a educação dos filhos, por exemplo, devem experimentar uma união íntima muito maior que a da relação sexual, porque a vontade e o intelecto de ambos estarão orientados ao mesmo fim. Além de esposos, eles serão amigos. 

Deus, por sua vez, também quer ser nosso amigo. Em razão disso, Ele se dá a conhecer por meio da Revelação, a fim de que, iluminados pela luz da graça, nossa inteligência e vontade se voltem para o sumo Bem. Nas páginas sagradas do Evangelho, vemos Jesus se revelando à multidão, com pregações, milagres, prodígios e outros sinais. Ele deixa como que “feridas de amor